TN Tunísia

📍 Tunes 🌍 Afrique du Nord 👥 12 000 000 habitantes
52
Moderado Posição 23/54
Segurança
55
Segurança
Material
42
Material
Ubuntu
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Ubuntu
Vitalidade
55
Vitalidade
Illustration Tunísia

Tunísia: A Primavera abortada e a chama que recusa apagar-se

A 17 de dezembro de 2010, Mohamed Bouazizi, vendedor ambulante de Sidi Bouzid, imolou-se pelo fogo e acendeu um incêndio que mudaria o mundo árabe. A Tunísia tornou-se o berço da Primavera Árabe. Treze anos depois, o balanço é amargo. A transição democrática foi confiscada pelo presidente Kaïs Saïed desde o seu golpe de força de 25 de julho de 2021. Com uma pontuação IJVA de 52/100, a Tunísia oscila entre o orgulho da sua revolução e a amargura das suas promessas não cumpridas.

A Economia do Desencanto

O mal-estar tunisino é antes de mais económico. O desemprego dos jovens diplomados ultrapassa os 30%. A economia tunisina está presa entre uma dívida pública que ronda os 80% do PIB, uma inflação que corrói o poder de compra, e um FMI que condiciona os seus empréstimos a reformas dolorosas. O fosso entre o litoral e o interior do país — de onde partiu a revolução — continua a ser uma ferida aberta.

A Força Ubuntu: Cartago, o Jasmim e a Sociedade Civil

A Tunísia não é apenas a sua economia. É um dos países mais educados, mais cultos de África. O Prémio Nobel da Paz de 2015, atribuído ao Quarteto do Diálogo Nacional Tunisino, reconheceu esta capacidade excecional dos tunisinos para negociar, para fazer compromissos. A identidade tunisina é uma mestiçagem milenar: fenícia, romana, árabe, amazigh, otomana, francesa. A cena cultural — cinema, música, teatro — testemunha uma vitalidade criativa.
« Elli yezra' errih, yahsed el-âassfa »

Quem semeia vento colhe tempestade

— Provérbio arabe tunisien

A Tunísia mostra-nos que a democracia não é um dado adquirido mas um combate permanente — e que a sociedade civil é o último baluarte quando as instituições vacilam. A Tunísia semeou a liberdade; ainda espera colher todos os frutos.

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