Togo: O país das Nana Benz e da dinastia Gnassingbé
O Togo é um pequeno país de 8 milhões de habitantes, uma faixa de terra de 56 000 km² encravada entre o Gana e o Benim. Mas este pequeno país carrega uma grande história: a das Nana Benz, essas mulheres comerciantes que dominaram o comércio do pano wax e andavam de Mercedes; e a da dinastia Gnassingbé — o pai Eyadéma (1967-2005) depois o filho Faure (desde 2005) —, a mais longa no poder em África.
A Longevidade no Poder
Gnassingbé Eyadéma reinou 38 anos, sobrevivendo a várias tentativas de golpe de Estado. À sua morte em 2005, o exército instalou o filho Faure no poder. Desde então, o Togo vive uma estabilidade autoritária: eleições ganhas de antemão, oposição amordaçada, mas sem guerra civil. A economia — porto de Lomé, fosfatos, agricultura — funciona suavemente. O Togo posiciona-se como hub logístico regional.
A Força Ubuntu: Vodu e Solidariedades
O Togo é, com o vizinho Benim, um alto lugar do vodu. O mercado dos fetiches de Akodessewa, em Lomé, atrai curiosos e crentes. As Nana Benz, símbolos do empreendedorismo feminino africano, mostraram que as mulheres podiam dominar o comércio. As solidariedades familiares e étnicas (Ewé, Kabyé) permanecem a base da sociedade.
« Ati ɖeka me wɔa ave o »
Uma só árvore não faz a floresta
— Provérbio éwé
O Togo lembra-nos que a estabilidade tem por vezes um preço — o da liberdade. Mas lembra-nos também que as mulheres africanas, quando lhes dão oportunidade, movem montanhas.